Confessarei aqui segredos do meu mais íntimo. Pra começo de conversa costumo ser exagerada pelo prazer maldoso de ver as outras pessoas impressionadas - ou irritadas - com minhas percepções - que não deixam de ser peculiares, mas que nem por isso são interessantes. E a próxima informação é que, ironicamente, não costumo gostar de falar de mim. Absolutamente. Tenho tão bem formada a idéia de mim mesma que quando uma pessoa qualquer começa com importunas perguntas direcionadas à minha personalidade, trato de, quase rudemente, perguntar o que afinal ela deseja ouvir. O que frequentemente acontece é que me aborreço ao mesmo tempo que me delicio com a moldura que teimam em pôr em minha volta, e que muito pior do que isso, inconvenientemente tentam me fazer crer de que suas palavras estão plenas da única e pura verdade acerca de mim própria.
Quando enchem meus ouvidos com suas gabações individualistas incomodo-me muito pouco. Os principais motivos são que devo deixar que pensem o que quiserem sobre si mesmos, e que por tratar de si mesmos, deviam guardar seus elogios para os declarar quando estivessem defronte de um espelho, e por isso atenção pouca, de minha parte, é dispensada.
Que se ganha sendo óbvio? Evito quando posso não subestimar a capacidade de observação de outros.
Quando enchem meus ouvidos com suas gabações individualistas incomodo-me muito pouco. Os principais motivos são que devo deixar que pensem o que quiserem sobre si mesmos, e que por tratar de si mesmos, deviam guardar seus elogios para os declarar quando estivessem defronte de um espelho, e por isso atenção pouca, de minha parte, é dispensada.
Que se ganha sendo óbvio? Evito quando posso não subestimar a capacidade de observação de outros.

2 comentários:
Fundo raso o teu copo,
que muitas (e muitas) vezes transborda..
(e pra que escrúpulos nessa hora?)
mas o diferente por aqui parece ser a marca do copo..
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