"Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno!"
Florbela Espanca
Dor. A única palavra em que ela podia pensar. Do joelho no asfalto correndo atrás da bolinha de gude. Da garganta na última vez em que chorou uma hora e quarenta minutos sem parar. Pele. Alma.
Se de uma fotografia naquele estado, do ângulo em que a mão ainda tampasse um dos olhos inchados, seria bonita. Mas não de quando se via o reflexo. Embora o cabelo amassado e a boca seca sugerissem um olhar mais prolongado. Era só o retrato de alguém que bebeu demais - bebeu demais da vida! sentia-se completamente enjoada. Cada tentativa de bochecho era uma ânsia que saltava. E não só por doer sentiu raiva sem pensar em nenhum palavrão, provavelmente inconsciente do sentimento - o que sentia era só uma parte de vida.
Se de uma fotografia naquele estado, do ângulo em que a mão ainda tampasse um dos olhos inchados, seria bonita. Mas não de quando se via o reflexo. Embora o cabelo amassado e a boca seca sugerissem um olhar mais prolongado. Era só o retrato de alguém que bebeu demais - bebeu demais da vida! sentia-se completamente enjoada. Cada tentativa de bochecho era uma ânsia que saltava. E não só por doer sentiu raiva sem pensar em nenhum palavrão, provavelmente inconsciente do sentimento - o que sentia era só uma parte de vida.

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